Papéis têm baixa liquidez no mercado secundário

18/05/2009 - Apesar das condições atrativas, o investidor que tem interesse em aplicar em debêntures deve, no entanto, se preparar para enfrentar o problema da baixa liquidez no mercado secundário. Não por acaso, grande parte das emissões costumam ter um preço unitário elevado e acabam concentradas entre os investidores institucionais, que carregam esses papéis até o vencimento.

Dos 32 papéis com preço inferior a R$ 5 mil negociados no Bovespa Fix, somente 10 tiveram negociação nos últimos 12 meses. Apenas as debêntures da BNDESPar apresentam liquidez praticamente diária. Na Cetip S.A. - Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, dos 11 papéis com valor unitário abaixo de R$ 5 mil negociados nos últimos 12 meses, os que tiveram maior liquidez foram os da Petrobras, com 202 negócios registrados no papel Petro 13 e 226 no Petro 12, além das debêntures da BNDESPar.

O superintendente-geral da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), Paulo Sampaio, afirma que o aumento das negociações no mercado secundário depende da oferta maior desses papéis no mercado primário. Para ampliar a liquidez desses ativos, a Andima tem defendido algumas medidas junto ao governo, como a isenção de Imposto de Renda para investidores estrangeiros, assim como ocorre com os títulos públicos, e a readequação das alíquotas para os investidores locais.

Fonte: Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online