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Governo
apoia megaconglomerados empresariais
18/05/2009 - A formação de megaconglomerados empresariais,
como o da Sadia-Perdigão - precedido por outros como VCP-Aracruz,
Brahma-Antarctica, Oi-Brasil Telecom, Itaú-Unibanco - instalou-se
como tendência na economia brasileira. Um caminho estimulado
pelo governo, com participação ativa do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal financiador
da atividade produtiva do País.
A atuação
do BNDES nessas reestruturações já recebeu
algumas críticas. O caso mais emblemático foi a compra
da Aracruz, empresa que amargou perdas de mais de R$ 2 bilhões
com operações de derivativos cambiais, pela VCP. A
operação reuniu dívidas das duas empresas de
cerca de R$ 10 bilhões. Saldo bem parecido com o do negócio
Sadia-Perdigão, gestado num momento em que as duas empresas
somaram, no primeiro trimestre, dívidas de R$ 10,4 bilhões
e prejuízos de R$ 465 milhões.
Eduardo
Rath Fingerl, diretor da área de Mercado de Capitais do BNDES
e um dos estrategistas da atuação do banco nessas
operações, lembra que, no caso da Aracruz, a participação
do banco foi condicionada à reestruturação
da empresa. "Não entramos em empresas com derivativos
em aberto e não faremos isso", diz, defendendo o negócio
que, segundo ele, "criou a maior empresa do mundo em papel
e celulose". E utiliza o critério de valorização
em bolsa da empresa resultante da compra para justificar a operação.
Espera reação semelhante para Sadia-Perdigão.
"Do
ponto de vista de operações de consolidação,
em alguns setores, como celulose e agroalimentar, o Brasil tem grandes
vantagens competitivas. A lógica hoje no mundo é de
que estas empresas se tornem cada vez maiores e robustas. Esse é
um dos vetores de atuação do BNDES, ou seja, quando
isto acontece (fusão), o entendimento é de que devemos
apoiar. É um dos papéis do BNDES: promover o fortalecimento
de empresas de bons fundamentos e de capital nacional, com vistas
a uma operação de natureza global", declara.
Fonte:
Estadão Online. Adaptado por Celulose Online
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