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MG
lidera tecnologia para florestas plantadas
11/05/2009 - Minas Gerais é o estado com maior área
de florestas plantadas no Brasil. É também o maior
consumidor de carvão vegetal. De acordo com relatório
da Associação Mineira de Silvicultura (AMS), o plantio
anual de florestas no Estado se multiplicou cinco vezes e meia em
uma década, passando de 35.789 hectares, em 1999, para 198.500
hectares, em 2008. A maior parte delas destina-se à produção
de carvão para siderurgias.
Porém,
segundo o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Paulo Romano, o
Estado "tem um balanço ambiental com potencial muitas
vezes maior que o atual, e ainda há muito o que se discutir
sobre a melhoria da eficiência energética no processo
de produção e uso da lenha. Afinal, a lenha e derivados
são responsáveis por 33% da energia consumida em Minas",
diz.
Com
base nesses dados e abrindo a discussão política sobre
o assunto, Belo Horizonte receberá o 1º Congresso Brasileiro
sobre Florestas Energéticas, que será realizado entre
os dias 02 e 05 de junho, no Expominas, durante a Superagro Minas
2009. O principal objetivo do congresso é inserir o tema
'Florestas Energéticas' no cotidiano de todo brasileiro,
principalmente no de formadores de opinião, criando um fórum
nacional para discussão dos plantios florestais para a geração
de energia. A promoção do evento é uma parceria
entre Embrapa e Governo de Minas Gerais, com a realização
da Embrapa Florestas (Colombo/PR), Embrapa Agroenergia (Brasília/DF)
e Sociedade de Investigações Florestais - SIF.
Importância
do congresso
Para Paulo Romano, o congresso oferece oportunidades para discutir
sobre a produção de energia limpa e renovável,
além da inserção dos produtores rurais na oferta
global de matéria-prima florestal. "Será um espaço
para que esses assuntos sejam aprofundados e divulgados para a sociedade
entender que plantar florestas é nobre. É um instrumento
pra ajudar a sedimentar várias teses que existem sobre sustentabilidade
no agronegócio. Somos privilegiados, pois temos boas condições
de solo, clima, tecnologia e gestão para suprir a demanda
interna e externa. Este é o caminho natural para a sustentabilidade
e desenvolvimento", explica.
Segundo
o secretário adjunto, muitos são os motivos para realçar
o tema florestas plantadas. Um deles, focalizando Minas Gerais,
é a demanda ambiental de recomposição da cobertura
florestal, principalmente a econômica, via reflorestamento,
ou seja, plantada. "Houve um desflorestamento muito forte no
Estado, há algumas décadas. Isso fazia parte de nossa
cultura. Esse desmatamento era feito em nome da demanda da sociedade,
que aplaudia. Hoje, nós temos tecnologia, disponibilidade
de produtores e mercado para reverter esse quadro e investir no
plantio de florestas do mesmo modo que se planta milho ou feijão",
argumenta.
Outro
destaque, de acordo com Paulo Romano, é a liderança
tecnológica, de gestão empresarial de plantio, manejo,
transformação e uso de madeira para fins energéticos
via carvão, entre outros, incluindo a cadeia carboquímica.
Financiamento
em Minas
Para o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Agricultura,
Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Paulo Romano, recentemente
melhoraram muito as condições de financiamento para
o setor. "Por exemplo, foi revigorado um fundo chamado PRÓ-FLORESTA,
que oferece financiamentos com juros mais baixos, estimulantes,
principalmente para o produtor que planta de maneira integrada:
lavoura, pecuária e floresta, ou seja, um sistema agroecológico.
A SEAPA e o BDMG estão aptos a acolher as demandas",
explica.
Ele
ressalta que o momento atual é de transição:
do medo para a disposição de plantar. "Há
poucos anos, todo mundo tinha medo de plantar. Isso porque havia
o embaraço por exigência legal e burocrática.
Atualmente, o produtor já foi liberado, por exemplo, da exigência
de licenciamento ambiental para o plantio de essências exóticas,
como o eucalipto, em áreas de até 500 hectares, o
que era efetivamente o maior bloqueio. Maior até do que a
falta de crédito no mercado", comenta.
O secretário
adjunto revela, ainda, que o principal esforço da secretaria
é a inserção dos pequenos e médios produtores
na oferta global de matéria-prima florestal. "Nós
queremos estimular, diversificar a atividade deles. Se tem uma pastagem
degradada, vamos incentivá-lo a fazer o plantio integrado,
possibilitando-lhe alcançar a sustentabilidade".
Mais
informações no site www.florestasenergeticas.com.br
.
Fonte:
Celulose Online
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