Produção industrial cai 14,7% no trimestre

05/05/2009 - A produção industrial brasileira aumentou 0,7% entre fevereiro e março, na série com ajuste sazonal. No confronto com o terceiro mês de 2008, contudo, houve recuo de 10%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro trimestre deste ano, a atividade das indústrias declinou 14,7% perante mesmo intervalo do exercício passado. O IBGE apontou decréscimo de 16,7% no acumulado dos dois últimos trimestres, o mais expressivo desde o segundo trimestre de 1990 (-19,8%).

Olhando para a série ajustada, 11 das 27 atividades industriais analisadas verificaram crescimento na passagem de fevereiro para março, com destaque para o setor de veículos automotores, que avançou 7%. Também merecem menção o segmento farmacêutico, com acréscimo de 9%, outros produtos químicos (3,5%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar e óticos (20,8%) e indústrias extrativas (2,4%).

No sentido contrário, registraram queda na atividade fabril no mês de março outros equipamentos de transporte (-15,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,3%), máquinas e equipamentos (-3,3%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-5,5%).

Perante março de 2008, a retração de 10% na produção industrial completa "uma sequência de cinco meses de taxas negativas consecutivas", observou o IBGE, que ponderou que o terceiro mês deste ano contou com dois dias úteis a mais do que no exercício passado.

Respeitando esse tipo de comparação, 20 dos 27 ramos investigados anotaram baixa, como máquinas e equipamentos (-27,2%), veículos automotores (-18,5%), metalurgia básica (-29,2%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-38,9%).

Nas categorias de uso, o segmento de bens de capital apresentou forte declínio, de 23%. Bens de consumo duráveis cederam 13,4% e bens intermediários diminuíram 13,3%. A produção de bens de consumo semi e não duráveis, no entanto, avançou 2,9% e interrompeu quatro meses de queda.

De janeiro a março de 2009, o decréscimo na produção fabril afetou 24 atividades. "O segmento de veículos automotores (-27,2%) manteve a liderança em termos de impacto sobre o índice geral", frisou o IBGE em comunicado.

Fonte: Valor Online. Adaptado por Celulose Online