Setor de C&P busca profissionais

04/05/2009 - Concorrência é a palavra chave para definir o mercado de trabalho em engenharia florestal. Ao mesmo tempo em que as ofertas de empregos crescem, a demanda de alunos também aumenta. Opções de carreiras a serem seguidas não faltam. Mas preparo e dedicação são os segredos do sucesso.

"Nos últimos cinco anos o número de cursos aumentou muito para atender uma demanda do próprio mercado de trabalho. A medida que um se desenvolve, o outro também cresce", explica a engenheira florestal Isabele Meunier, que também é professora da UFRPE. Ela acredita que talvez por conta da crise o mercado dê uma freada, mas nada que mude o cenário atual, que é um dos melhores. "A celulose (o mercado de papel) entrou nessa crise, mas até o ano passado ele crescia muito. O que pode acontecer é uma reduzida no crescimento, mas não uma parada total", acredita.

Gestor ambiental da Celpe, Francisco Carvalho também é otimista quanto ao mercado. Por conta de suas várias faces, o engenheiro florestal está garantido em qualquer área, contanto que se dedique à área. "Ele está apto a trabalhar com produção florestal, processos de beneficiamento de celulose e fabricação de papel, mas não só com isso. Por conta da ampla formação acadêmica que esse profissional tem - química, física, meteorologia, biologia, sociologia - pode atender outras necessidades do mercado, como desempenhar funções de gestor e analistas ambientais", afirma Carvalho.

"Como existe também uma mais preocupação com o meio ambiente e uma fiscalização maior por parte dos órgãos responsáveis, o número de pesquisas e estudos sobre as florestas estão aumentando. Em consequência, a demanda de profissionais para realizar esses trabalhos, também aumenta", completa Isabel.

O nome pode até ser parecido, mas a engenharia florestal nada tem a ver com a ambiental. Enquanto uma lida com florestas e matas, a outra atua dentro da própria cidade, em questões mais urbanas. "Elas trabalham em focos completamente diferentes, se elas se encontram é apenas de raspão", explica Isabel Meunier.

A professora explica ainda que na ambiental o trabalho é mais voltado para questões sanitárias. "Eles trabalham mais com sanitarismo das cidades, questões de esgotos, desejetos, produção química, processos industriais. Já a florestal tem como foco as florestas, seu replantio, preservação e aproveitamento saudável", afirma Meunier.

Fonte: Diário de Pernambuco. Adaptado por Celulose Online