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Empresas
de celulose renovam aliança
03/05/2009 - No mercado de trabalho brasileiro, continuam a perpetuar
duas características: a falta de qualificação,
que é um entrave para quem procura um emprego, e a alta rotatividade,
de acordo com o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical
de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), Clemente
Ganz Luz.
Em
relação à falta de qualificação,
ele disse que ela é causada pela defasagem entre o conhecimento
do trabalhador e a necessidade da empresa. "Predominam as ofertas
nas áreas de serviços auxiliares, apoio, ajudantes.
Muitas vezes, é demandado um alto nível de qualificação
para um trabalho que não exige tal qualificação",
afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
Segundo
disse, com base em dados do Anuário do Sistema Público
de Emprego e Renda 2008, divulgado pelo Dieese e o Ministério
do Trabalho, há 18 milhões de desempregados* no Brasil
e, desses, 4,5 milhões buscaram o Sine (Sistema Nacional
de Emprego) no ano passado. Dos 2 milhões de postos ofertados,
800 mil foram preenchidos em 2007.
Alta
rotatividade
Uma outra característica apontada por Ganz foi a rotatividade,
atribuída à flexibilidade do mercado brasileiro."Há
total liberdade de demissão e contratação pelas
empresas. Simultaneamente a isso, nos anos 1990 e, principalmente,
nos primeiros anos da década de 2000, a rotatividade foi
usada como forma de reduzir os salários. As empresas demitiam
com um salário e contratavam um trabalhador por outro salário
mais baixo", explicou.
A rotatividade
ainda pode ser explicada, de acordo com ele, pelas empresas ajustarem
a demanda de produção à contratação
ou demissão de funcionários, principalmente os de
cargos como ajudantes, auxiliares e assistentes. No ano passado,
51% dos empregados formais foram demitidos sem justa causa e por
iniciativa do empregador e 31%, devido ao término do contrato.
Fonte:
Infomoney. Adaptado por Celulose Online
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