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Indústria
têm o pior trimestre desde 1999
30/04/2009 - A desaceleração da indústria brasileira
foi mais intensa no primeiro trimestre de 2009 do que no final de
2008, quando foram sentidos os primeiros reflexos da crise econômica
mundial.
De
acordo com a Sondagem Industrial divulgada pela CNI (Confederação
Nacional da Indústria), o indicador que mede o nível
de produção recuou 4,7 pontos percentuais no primeiro
trimestre, em relação ao trimestre anterior. Com isso,
chegou ao menor patamar desde 1999, para 36,1 pontos (em uma escala
de zero a 100).
O número
de trabalhadores na indústria caiu para 39,2 pontos --redução
de 4,8 pontos na mesma comparação. O valor também
é o mais baixo da série da CNI, iniciada em 1999.
"O desempenho da indústria brasileira no primeiro trimestre
de 2009 foi ainda pior que o registrado no último trimestre
de 2008", diz a CNI em nota. "Os efeitos da crise internacional
se tornaram mais intensos e abrangentes."
Crédito
Os empresários também continuam insatisfeitos em relação
ao nível de crédito disponível para a indústria.
O indicador ficou no mesmo nível do trimestre anterior, já
afetado pela crise (32,4 pontos).
A insatisfação
em relação à situação financeira
das empresas caiu pelo terceito trimestre seguido, para 43,3 pontos.
Em relação à margem de lucro, o indicador está
no menor nível desde 2007 (36 pontos), início dessa
série.
Estoque
De acordo com a CNI, a indústria reverteu a tendência
de acumulação de estoques verificada até o
final de 2008. Esse indicador caiu de 53,5 pontos para 49,9 pontos
na mesma comparação.
Apesar
da queda em relação ao trimestre anterior, os estoques
ainda estão no maior nível verificado desde o segundo
trimestre de 2006. No final do ano passado, as empresas reduziram
sua produção e aproveitaram para queimar seus estoques,
devido ao receio de queda nas vendas.
O uso
da capacidade instalada chegou ao menor nível desde 1999,
68 pontos, ante 74 pontos no trimestre anterior. Foi o segundo trimestre
seguido de queda nesse indicador, que chegou a 78 pontos antes da
crise.
Fonte:
Folha Online. Adaptado por Celulose Online
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