|
SP
pode ter legislação florestal própria
29/04/2009 - O governo de São Paulo não afasta a possibilidade
de criar uma legislação florestal própria,
seguindo o exemplo de Santa Catarina. A afirmação
foi feita pelo secretário de Agricultura e Abastecimento
de São Paulo, João de Almeida Sampaio Filho. De Ribeirão
Preto, onde participa da feira de agronegócios Agrishow,
Sampaio disse que ele e o secretário de Meio Ambiente, Xico
Graziano, têm acompanhado de perto as negociações
sobre a mudança do código florestal em Brasília.
"Achamos
que esse é o caminho mais sensato nesse momento. Mas a aprovação
em Santa Catarina foi um fato novo e importantíssimo, que
precisa ser bem avaliado. Se, eventualmente, a questão não
evoluir em Brasília, pode ser uma opção a se
negociar também em São Paulo". As mudanças
em Santa Catarina, defendidas pelos ruralistas, foram duramente
contestadas pelas entidades de proteção do meio ambiente.
Entre
outras alterações, Sampaio defende que a soma das
Áreas de Proteção Permanente (APP) e de Reserva
Legal não ultrapassem 20% da propriedade rural. "Hoje,
o produtor tem a obrigação de preservar 20% da propriedade
como área de reserva legal. Fazendas que possuem, por exemplo,
mais 10% de Área de Proteção Permanente ficam
com 30% do espaço inviável para a produção."
O Secretário
de Agricultura também disse que a legislação
ambiental tem de preservar o "direito adquirido". "Em
Barretos, que é a minha região, os produtores se estabeleceram
no início do século passado. A lei não pode
retroagir. Não faz sentido forçá-los a perder
20%, 30% da área se, quando começaram a produzir,
eles estavam dentro da lei."
Sampaio
disse que a expansão agropecuária em São Paulo
praticamente terminou nos anos 1970 e que a área de florestas
até cresceu nos últimos anos. "Mas temos de ter
bom senso. Se fôssemos cumprir o que está na Medida
Provisória 2.166, que hoje rege a questão ambiental
e florestal, São Paulo perderia 3,5 milhões de hectares
de produção. Não sei nem quantos bilhões
de reais e quantas centenas de milhares de empregos seriam perdidos.
Não podemos nos dar esse luxo", afirmou. "A questão
ambiental deve ser priorizada, mas com racionalidade."
Fonte:
Portal G1. Adaptado por Celulose Online
|