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Setor
de máquinas pode cortar 60 mil empregos
29/04/2009 - A indústria de máquinas no Brasil pode
cortar entre 50 mil e 60 mil trabalhadores nos próximos cinco
meses, se o ritmo de queda no faturamento do setor se mantiver ou
se o governo não adotar uma política de desoneração
de impostos para equipamentos, afirmou nesta terça-feira
o presidente da entidade que representa o setor.
Segundo,
Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira
da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq),
desde setembro de 2008, quando a crise de crédito se aprofundou,
as indústrias de equipamentos nacionais já demitiram
aproximadamente 15 mil trabalhadores. "Se continuarmos tendo
quedas de 20, 30, 40 por cento (no faturamento), não tem
o que fazer, teremos que cortar na carne", afirmou Aubert,
em entrevista a jornalistas durante a Agrishow, maior feira de tecnologia
agrícola da América Latina.
"Corremos
os risco de ter 60 mil demissões no setor se nada for feito",
declarou, apontando que essa redução no emprego pode
ocorrer até setembro, se mantiver a tendência atual
de redução no faturamento.
Além
da crise de crédito e dos juros altos do país, o fato
do Brasil taxar investimento, diferentemente de outros países,
agrava o problema da indústria, afirmou Aubert, lamentando
que o câmbio continua desfavorável para o setor, apesar
da recente valorização do dólar frente ao real.
Os
dados mais atualizados da Abimaq, até fevereiro, indicam
uma queda no faturamento de 26 por cento no primeiro bimestre, em
relação ao mesmo período do ano
passado, para 8,09 bilhões de reais. "Se o faturamento
cai de 20 a 30 por cento, e há indicações de
que isso continue, vamos chegar no mesmo nível de março
de 2007, quando tínhamos 200 mil empregados", estacou,
observando que atualmente a indústria conta com aproximadamente
250 mil trabalhadores. Entre os setores com mais demissões,
Aubert aponta aqueles fabricantes de ferramentas.
Fonte:
Estadão Online. Adaptado por Celulose Online
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