Setor de papel e celulose aponta sinais de recuperação no preço

28/04/2009 - A corretora Ativa avaliou como positivo os sinais de recuperação no preço da celulose para a Aracruz, a Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Suzano. Segundo a Ativa, desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre que as empresas brasileiras do setor de papel e celulose, em especial as três que possuem exposição ao segmento de celulose de mercado, têm indicado uma forte recuperação de demanda no mercado asiático.

"Porém a indicação sobre demanda e estoques na Europa, principal mercado de exportação da celulose brasileira, não estava dando sinais de recuperação. Esse cenário parece que começou a mudar, não somente a demanda na China continua forte, fazendo com que os preços nesse mercado ganhem uma tendência de recuperação, mas também produtores europeus indicam novos preços para a celulose de fibra longa e fibra curta a partir de maio", afirmou o relatório da corretora.

A recuperação do preço da celulose de eucalipto na Ásia já começou, sendo negociado atualmente próximo de US$ 420 por tonelada, quase US$ 30 por tonelada acima do preço anterior.

"Na Europa, a combinação entre fechamento de fábricas, redução de estoques, câmbio, queda na oferta da commodity e preços bem abaixo do nível de equilíbrio para produtores do hemisfério norte levaram ao anúncio de aumento de preços", apontou o documento.
De acordo com a PPPC (Pulp and Paper Products Council) os estoques mundiais de celulose recuaram para 43 dias de abastecimento em março, frente os 47 dias em fevereiro. Apesar da queda no nível de estoques em março, estes ainda estão 9 dias acima do observado no mesmo período de 2008.

A consultoria Foex também indicou, no início da semana passada, que a recuperação dos preços da celulose na China continuou e que a surpresa do último levantamento era de recuperação também nos preços da fibra longa nos mercados norte-americano e europeu. Na última sexta-feira a finlandesa Botnia anunciou novos preços para a celulose de fibra longa e curta a partir de maio, o que poderá também ser seguidos pelos demais produtores.

"Ainda não dá para dizer que essa é uma tendência consolidada, mas sinaliza que o potencial de queda dos preços do setor foi reduzido. Nossa preferência no setor continua sendo a Suzano Papel e Celulose", concluiu a Ativa.

fonte: InvestNews