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Lula
reforça aposta no mercado interno
28/04/2009 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou
as apostas no mercado interno como principal elemento para reativar
a economia brasileira, deixando claro que a recuperação
dos mercados internacionais é bem-vinda e esperada, mas ainda
uma incerteza. Ontem, no programa semanal de rádio "Café
com o Presidente", Lula destacou as ações tomadas
pelo governo, desde o ano passado, para garantir o acesso ao crédito
e reativar a economia.
Na
avaliação do presidente os efeitos da crise foram
superestimados no Brasil. "Houve um pânico na sociedade.
De tanto se falar de crise e mostrar o que estava acontecendo nos
Estados Unidos, na Europa, no Japão, houve, por parte dos
brasileiros, um certo bloqueio na compra de produtos que, em uma
situação normal, eles continuariam comprando",
afirmou.
Segundo
Lula, ao perceber essa tendência, o governo "tomou todas
as medidas necessárias para que a crise fosse amenizada e
começássemos a extirpar a crise no Brasil".
O presidente
destacou que a primeira atitude foi liberar os depósitos
compulsórios para irrigar o mercado de crédito com
lastro interno. Aliás, Lula afirmou que a crise atingiu o
Brasil principalmente por conta da ausência de crédito
no mercado internacional. "Tínhamos 30% do crédito
brasileiro tomado em dólares por empresas brasileiras e,
de repente, esses dólares desapareceram", afirmou. O
presidente disse torcer para que a crise diminua nos países
ricos, argumentando que "se eles estiverem bem, a economia
mundial tende a estar melhor", disse, mas focando o seu discurso
no que foi feito internamente.
Além
da liberação do compulsório, Lula destacou
o reforço de R$ 100 bilhões para o Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a compra da
Nossa Caixa pelo Banco do Brasil e a aquisição de
50% do Banco Votorantim também pelo BB. "Colocamos dinheiro
para ajudar os bancos pequenos a voltarem a funcionar o setor produtivo,
sobretudo o capital de giro, colocamos dinheiro na agricultura brasileira",
disse. Lula destacou a manutenção das obras do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC), o aumento dos
investimentos da Petrobras e o lançamento do programa habitacional
que prevê a construção de 1 milhão de
novas moradias.
Fonte:
Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online
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