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Planner
enxerga queda na produção de C&P
23/04/2009 - Um setor que no passado se mostrava defensivo a crises
e agora mostra outra realidade. A afirmação é
da equipe de research da Planner Corretora, para quem o setor de
papel e celulose deve apresentar queda de produção
neste ano.
A projeção
é pautada no pessimismo das revisões para o PIB (Produto
Interno Bruto) dos países produtores e consumidores do setor.
Para a corretora, os preços da celulose devem continuar em
trajetória declinante, ao passo que o enfraquecimento do
dólar não será suficiente para minimizar as
perdas de receitas das empresas.
Encerramentos
em capacidades nas fábricas ajustarão a oferta, mas
também poderão aumentar os custos operacionais de
algumas empresas. "Reduções nos investimentos
planejados, novas técnicas de produção com
redução de gramatura e preservação de
caixa serão a ordem das empresas neste ano".
Cenário
doméstico
Reconhecido como uma referência no setor de papel e celulose,
o Brasil possui os menores custos de produção e mais
de 30 anos de investimentos em pesquisa genética permitiram
que suas reservas florestais se tornassem mais produtivas em menor
tempo.
Este
cenário também é favorecido pela farta disponibilidade
de terras cultiváveis e pelo clima favorável. No ano
retrasado, o Brasil subiu para a sexta posição no
ranking dos maiores produtores de celulose do mundo e décimo
primeiro na produção de papel.
Na
cena corporativa, empresas como VCP, Suzano e Klabin se destacam
como os principais players do setor. Especificamente no setor de
celulose, a maior parte do que se produziu (54,4%) em 2007 fora
destinado ao mercado externo, 36% para consumo próprio e
o restante para o mercado doméstico.
Já no setor de papel, o mercado doméstico respondeu
por 57,4% do total produzido em 2007. No mais, 23,3% foi para o
consumo próprio e o complemento para o mercado internacional.
Primeiros
impactos
As primeiras mudanças apresentadas pelo setor foram guiadas
pela disparada do dólar, a partir de setembro de 2008, e
assim pegou as principais empresas no contrapé.
Sim,
apenas a Aracruz tinha feito apostas de altíssimo risco em
derivativos, porém, Suzano, VCP e Klabin também registraram
aumento de despesas com dívidas em moeda estrangeira e prejuízos
milionários no final de 2008.
Cortes
de produção
Com o objetivo de proteger os preços, as maiores fabricantes
de celulose do mundo anunciaram cortes de produção
e, ainda assim, o processo de ajuste continua longe do fim, na opinião
dos analistas.
O elevado
nível dos estoques também é um ponto que chama
atenção. A maioria das empresas do setor trabalha
atualmente com estoques de 50 dias, quando o normal seria de 35
dias.
O excesso
de oferta ajuda explicar também a queda nos preços
do produto no mercado internacional em quase 50%. Após atingir
quase U$ 850 no pico de 2008, a tonelada de celulose caiu abaixo
de US$ 500 em dezembro, não apresentando recuperação
no início deste ano.
Fonte:
InfoMoney. Adaptado por Celulose Online
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