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Maciel
Neto vê recuperação no mercado de celulose
15/04/2009 - Os fabricantes brasileiros de celulose começam,
aos poucos, a mostrar otimismo com a recuperação do
mercado. E o motivo para isso é a elevação
da demanda por celulose de fibra curta, a especialidade das empresas
brasileiras. Graças ao aumento das vendas na China, a trajetória
de queda dos preços da celulose na Ásia, iniciada
em setembro passado, foi interrompida, após acumular desvalorização
superior a 50% em sete meses.
Para
o diretor-presidente da Suzano Papel e Celulose, Antonio Maciel
Neto, apesar dos sinais positivos, ainda é um momento de
incertezas - a queda dos preços foi interrompida, mas ainda
não se sabe quando voltarão a subir. Mas há
otimismo também por uma constatação: os preços
do insumo já atingiram seus níveis mais baixos, o
que cria a esperança de que o pior da crise já passou.
Outros
indicadores positivos, segundo o executivo, são a retração
da produção de fabricantes menos competitivos, principalmente
os instalados no hemisfério Norte, e a leve retomada da oferta
de seguros de crédito à exportação,
que são garantias aos fornecedores caso a exportação
de mercadorias não seja concluída por alguma razão
comercial, operacional ou política.
Segundo
Maciel, esses sinais de recuperação facilitaram a
tarefa da Suzano de se decidir pela manutenção dos
investimentos nas fábricas a serem construídas no
Maranhão e no Piauí, com início de operação
previsto para 2013 e 2014, respectivamente - a terceira unidade
do novo ciclo de expansão da companhia e a expansão
de Mucuri (BA), no entanto, foram postergados. As concorrentes Aracruz
e Votorantim Celulose e Papel (VCP), por sua vez, reviram todos
seus projetos e agora trabalham sem previsão de cronograma
para novas unidades. Por isso, e pela presença significativa
da companhia no segmento de papéis, Maciel acredita que a
Suzano está em uma posição privilegiada em
relação às demais empresas brasileiras. A entrevista
completa de Antônio Maciel Neto está no jornal O Estado
de S. Paulo de hoje.
Fonte:
O Estado de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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