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SP
lidera ranking de crédito de carbono
08/04/2009 - O estado de São Paulo lidera o ranking
brasileiro de crédito de carbono, ou Mecanismo de Desenvolvimento
Limpo (MDL), como são chamados os projetos estabelecidos
no Protocolo de Quioto que permitem a compensação
pelas emissões de gases que agravam o efeito estufa na atmosfera.
A informação
foi dada pelo presidente da Associação Brasileira
das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc), Flávio Gazani.
Segundo Gazani, o tipo mais comum de projetos de MDL no Brasil é
o de co-geração do bagaço da cana em usinas
de açúcar e álcool. Grande parte das usinas
está concentrada na região Sudeste, em especial em
São Paulo, mas também há usinas no Centro-Oeste.
O segundo
lugar no ranking do mercado de carbono é ocupado pelo estado
de Minas Gerais, com 42 projetos de MDL, seguido do Rio Grande do
Sul (34), de Santa Catarina (24), do Paraná (22), de Goiás
e de Mato Grosso (17 projetos cada), do Espírito Santo (11)
e de Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro (10 cada). Por região,
Norte e Nordeste são as que têm menor representatividade
no ranking. O motivo, segundo o presidente da Abemc, é o
fator de emissão no Nordeste ser muito baixo. Esse fator
multiplicador define quantos créditos de carbono o projeto
gera.
Na
Região Nordeste, por exemplo, os projetos de energia renovável
conectados à rede elétrica, como os projetos de bagaço
de cana que exportam energia para a rede, tinham o fator de emissão
mínimo.
Liderança
latinoamericana
O Brasil exerce a liderança do mercado de créditos
de carbono na América Latina. Gazani chamou a atenção,
porém, para o fato de o México ter um número
expressivo. Segundo ele, o país já ocupa a quarta
posição mundial na geração e produção
de créditos de carbono.
Gazani
destacou que vem se desenvolvendo, paralelamente ao mercado regulado,
o mercado voluntário de crédito de carbono, movido
por iniciativas de empresas que têm medidas próprias
de redução de emissão. Apesar de não
ter uma regulamentação específica, esse mercado
tem regras implícitas que vêm sendo adotadas para dar
credibilidade aos projetos, de modo que sejam comercializáveis
e tenham valor no mercado.
"Esse
mercado vem crescendo rapidamente. Ele não tem uma limitação,
como existe a limitação do mercado regulado de 2012",
disse Gazani, referindo-se à data em que expiram as determinações
do Protocolo de Quioto. O tratado foi concluído em 1997,
pelos países da Organização das Nações
Unidas (ONU) e entrou em vigor em 2005.
A principal
determinação do protocolo é que países
industrializados reduzam suas emissões de gases poluentes
em 5,2%, em relação aos níveis de 1990, no
período de 2008 a 2012.
Fonte:
Gazeta Mercantil/Agência Brasil. Adaptado por Celulose Online
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