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Recuperar
floresta pode gerar créditos de carbono
01/04/2009 - O banco holandês Rabobank começou a desenvolver,
em parceria com algumas ONGs, um projeto para estimular a recuperação
de áreas desmatadas na região de bioma amazônico.
Em
2008 foi feito um projeto-piloto na região Norte de Mato
Grosso no qual o banco investiu R$ 2,5 mil por hectare para recuperar
área de 32 hectares pertencentes a diversos produtores rurais
da região. "Em 40 anos, essas árvores vão
crescer e capturar o carbono na atmosfera. Mas, esse resultado pode
ser antecipado por meio do reconhecimento do projeto como Mecanismo
de Desenvolvimento Limpo pela Organização das Nações
Unidas (ONU)", explica Daniela Mariuzzo, responsável
pela área de sustentabilidade do Rabobank.
Ela
detalha que a partir desse reconhecimento é possível
negociar a venda desses créditos de carbono e reverter o
recurso, parte para o produtor rural, e outra parte, para um fundo
com objetivo de apoiar outros projetos de recuperação
de florestas. "Esses créditos podem ser calculados e
antecipados", complementa.
Em
2007, a União Europeia, maior mercado comprador de crédito
de carbono do mundo, movimentou mais de US$ 50 bilhões, segundo
dados do Banco Mundial. A estimativa é que esse volume tenha
atingido US$ 75 bilhões em 2008, de acordo com a New Carbon
Finance Ecosystem Marketplace.
Fonte:
Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online
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