|
Celulose
quer seguro de crédito para exportar
30/03/2009 - O setor representado pela Associação
Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa) está tendo reuniões
técnicas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES) para estruturar linhas de seguro de crédito
para exportação, segundo informou a presidente executiva
Elizabeth Carvalhaes da entidade. Em função da crise
internacional, disse ela, este é um ponto que tem de ser
tratado no curtíssimo prazo.
Sobre
a emergência para a liberação desta linha, a
executiva pondera que seria "demorado demais" se a decisão
sair apenas no final do semestre. Atualmente, os exportadores do
setor estão assumindo "100% dos riscos", ponderou.
"Precisamos de crédito do governo federal", acrescentou.
Os
representantes da associação já visitaram os
Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, além do BNDES e do Banco Central.
Agora, "a Bracelpa tem reuniões técnicas com
o BNDES". As reuniões, explicou ela, têm o objetivo
de criar um instrumento legal por meio do qual o crédito
para seguro possa ser concedido. "É via BNDES que esta
construção jurídica vai acontecer", disse.
"O
BNDES tem R$ 100 bilhões para injetar na indústria,
mas não pode dar parte como seguro de crédito. É
preciso um instrumento jurídico para isso". Elizabeth
afirma que as reuniões ocorrem "com frequência".
A executiva não traça um prazo para que o instrumento
legal esteja pronto, mas reconhece que se isto ocorrer "no
final do semestre já é demorado demais".
Outra
demanda do setor é redução do imposto sobre
investimentos. A executiva disse que a Bracelpa está pedindo
ao governo a "renúncia" dos impostos que são
recuperáveis em apenas 5 a 7 anos, ou seja, aqueles que são
pagos e retornam depois deste período ao setor como crédito.
Elizabeth enumerou ICMS, PIS e Cofins como impostos desta categoria.
A presidente
da associação cita que há 17% de impacto fiscal
sobre o investimento, sendo que próximo de 10% seriam impostos
recuperáveis. "Queremos investir entre US$ 10 bilhões
e US$ 11 bilhões até 2011, então estamos falando
de cerca de US$ 1 bilhão recolhido aos cofres públicos".
Fonte:
Monitor Mercantil. Adaptado por Celulose Online
|