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Produção
do setor de embalagens em queda
Indústria apresentou recuo de 0,61%
24/03/2009 - A indústria de embalagens, um dos termômetros
da economia, encerrou 2008 com produção 0,61% inferior
ao registrado em 2007, conforme apontou o Estudo Macroeconômico
da Embalagem, desenvolvido pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV) em parceria com a Associação Brasileira
de Embalagem (Abre). Ainda assim, o faturamento do setor foi de
R$ 36,6 bilhões, 12,6% maior do que o apresentado em 2007.
Para este ano, a perspectiva é de que a atividade, na "melhor
das hipóteses", repita o resultado de 2008.
"Se
empatarmos com 2008 será lucro", afirmou o coordenador
de Análises Econômicas do Instituto Brasileiro de Economia
da FGV, Salomão Quadros. No entanto, ele ressaltou que os
índices irão oscilar consideravelmente no decorrer
do ano.
Segundo
Quadros, no primeiro semestre haverá queda de até
4% na comparação com o mesmo período do ano
passado, quando o crescimento foi de 1,61% frente a 2007. A "melhora"
terá início no terceiro trimestre, acompanhando o
restante da economia.
"Neste
ponto, a expectativa é de que o segmento registre os primeiros
índices de empate nos resultados ante 2008", previu.
A partir de setembro, conforme afirmou, o faturamento e a produção
devem retomar fôlego, atingindo alta de até 3%.
De
acordo com o economista, as variações do mercado de
embalagens não costumam ser agressivas. Ele explicou que
o segmento atende principalmente às indústrias de
alimentos, bebidas, vestuário e farmacêutica. "As
indústrias que afetam mais fortemente o Produto Interno Bruto
(PIB), como minero-siderúrgica e automobilística,
não têm muita relação conosco",
justificou.
Vagas
- Segundo Quadros, em 2008, o número de empregos diretos
do setor apresentou aumento de aproximadamente 2% frente a 2007,
quando o segmento registrou 195,711 mil empregados. "Em 2008,
foram mais de 200 mil", disse.
Mesmo
com a alta, o mercado de embalagens apresentou baixa nos postos
de trabalho. Em outubro, eram 202,608 mil empregados. Em dezembro,
o número caiu para 197,249 mil, redução de
5,359 mil. Além da queda na produção, o economista
citou a sazonalidade do setor como motivo para a retração.
"Em dezembro, a produção é normalmente
menor. Se a economia desaquece e a demanda é reduzida, o
impacto se intensifica", afirmou.
Com
relação às exportações diretas,
ele comentou que houve alta de 13,91% em relação ao
período anterior, o que representou faturamento de US$ 545,9
milhões. O índice foi impulsionado pelo desempenho
da indústria de metálicos - que apresentou elevação
de 28,41% - e de plásticos - com alta de 22,42%. Já
as importações de embalagens vazias foram 30,16% superiores
na mesma base de comparação, movimentando US$ 545,9
milhões. Os números apontam que a balança comercial
do setor continua superavitária.
Fonte:
Diário do Comércio
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