Emprego reage após três meses em queda

19/03/2009 - O emprego formal voltou a crescer em fevereiro após três meses seguidos de queda. O saldo de 9.179 vagas registrado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentado ontem pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, representa, contudo, o pior resultado para o mês desde 1999.

O número é resultado de 1,233 milhão de contratações ante 1,224 milhão de demissões. Nos últimos 12 meses, até fevereiro, o estoque de emprego do Brasil encolheu em 700 mil vagas com carteira assinada. Lupi sustenta que a criação de um número entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de novos empregos formais este ano é factível e espera a retomada do mercado de trabalho a partir de março, quando prevê a criação de mais de 100 mil novos postos de trabalho.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, ainda é cedo para se afirmar que ocorreu uma reversão de tendência do emprego. Apesar de positiva, a geração de postos em fevereiro é muito pequena diante das perdas dos meses anteriores e do contigente total de trabalhadores com carteira assinada.

A tendência, segundo o economista Fábio Romão, da LCA Consultores, é que o setor de serviços que puxou as contratações em fevereiro com a abertura de 57.518 mil empregos continue a apresentar números positivos. Romão pondera que boa parte do ajuste foi realizado de outubro a janeiro. A previsão da LCA é de que serão criados 50 mil postos com carteira em março, número que corresponde a um quarto das 200 mil vagas geradas em igual período do ano passado.

O mercado de trabalho brasileiro, na avaliação de Antônio Marcos Ambrozio , do BNDES, está mais protegido dos impactos por conta de mudanças estruturais ocorridas na economia do País na década de 1990 e intensificadas pelo ciclo de crescimento experimentado no período de 2003 a 2008.

Fonte: Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online