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Comissão
rejeita proibição do uso de papel clorado
17/03/2009 - A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável rejeitou, na semana passada, o Projeto de Lei
4069/08, do deputado Juvenil (PRTB-MG), que substitui o uso de cloro
no branqueamento de papel por processo totalmente livre de cloro
(TCF, na sigla em inglês), à base de oxigênio,
peróxido de hidrogênio e ozônio. Segundo a proposta,
o papel que for produzido por outro método diferente do permitido
será recolhido e inutilizado e seu proprietário não
receberá indenização.
Embora
o relator do projeto na comissão, deputado Marcos Montes
(DEM-MG), reconheça que a proposta tem boa intenção,
ele lembra que, atualmente, a maioria das fábricas de papel
utilizam-se de outro processo, o Elemental Chlorine Free (ECF),
no qual o cloro elementar é eliminado e a formação
de dioxinas é minimizada.
Segundo
o parlamentar, esse processo é considerado bastante seguro
em termos ambientais, uma vez que o desenvolvimento tecnológico
possibilitou a adaptação do dióxido de cloro
para o branqueamento de papel, sem geração de resíduos
perigosos.
Tecnologia
ultrapassada
Para o relator, não há a necessidade de se obrigar
o uso da tecnologia TCF, que está mais ultrapassada mercadologicamente
e apresenta níveis de poluição semelhantes
ao ECF. "Esse sistema não utiliza cloro elementar e,
em comparação com o processo TCF, os efluentes gerados
não apresentam diferenças significativas quanto à
sua poluição", argumentou.
Algumas
fábricas localizadas na Europa, explicou Marcos Montes, têm
abandonado ou reduzido a produção de celulose TCF
em favor da ECF. "Não cabe, no momento, retroceder com
a imposição do TCF às fábricas brasileiras,
quando instituições nos outros países desenvolvidos
a utilizam cada vez menos", disse.
Além
disso, argumentou, a medida comprometeria a competitividade da indústria
brasileira no mercado mundial. "Não devemos engessar
na lei referências a tecnologias que a qualquer momento podem
ser superadas por outras mais limpas e eficientes, mais seguras
ou mesmo mais baratas".
O projeto,
que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado
pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara/Paraíba.com. Adaptado por Celulose
Online
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