Indústria gráfica fecha fevereiro com déficit

16/03/2009 - A balança comercial da indústria gráfica fechou negativa em US$ 727 mil no mês de fevereiro. Desde agosto de 2007 este resultado apresenta-se mensalmente negativo. As importações alcançaram US$ 15,6 milhões e as exportações, US$ 14,8 milhões. As informações são do Departamento de Estudos Econômicos (Decon) da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), com base em dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Quando comparado com o mesmo mês de 2008, as importações diminuíram 46,8% em fevereiro. Em relação a janeiro de 2009, caíram 36%. No que se refere às exportações em fevereiro, houve queda de 28,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já em relação a janeiro de 2009, cresceram 6,7%. No âmbito das importações, os segmentos responsáveis pelo maior ingresso de produtos impressos foram: editorial (US$ 7,7 milhões), embalagem (US$ 3,1 milhões), cartões impressos (US$ 1,9 milhão), impressos promocionais (US$ 1,6 milhão) e etiquetas (US$ 675 mil).

Nas exportações, os segmentos que mais contribuíram com o resultado, foram: embalagens (US$ 5,3 milhões), cartões impressos (US$ 3,3 milhões), cadernos (US$ 2 milhões), produtos editoriais (US$ 1,9 milhão), impressos promocionais (US$ 1,3 milhão) e etiquetas (US$ 703 mil). No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o saldo da balança comercial da indústria gráfica está negativo em US$ 11,2 milhões (importações de US$ 40 milhões, e exportações de US$ 28,8 milhões); e no acumulado nos últimos 12 meses, o déficit é de US$ 105,2 milhões.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica, Alfried Karl Plöger, salienta que as gráficas brasileiras enfrentam condições de extrema desigualdade em relação às concorrentes do exterior. "Pagamos impostos muito mais elevados e os juros mais altos de todos os continentes na contratação de financiamentos, além dos pesados encargos sociais e o preço dos insumos, invariavelmente maiores do que na maioria dos países".

Segundo Plöger, tais problemas têm-se agravado com a crise mundial, pois o fator preço, num cenário recessivo, torna-se um diferencial competitivo ainda mais relevante. "Nosso déficit comercial somente não é maior graças ao elevado patamar de qualidade do produto gráfico brasileiro, que nada deve aos melhores do mundo", frisa o presidente da Abigraf.

Fonte: InvestNews. Adaptado por Celulose Online