Sem-terra dão prejuízo de R$ 2,8 mi a Aracruz

11/03/2009 - Pode chegar a R$ 2,8 milhões o prejuízo causado pelas mulheres da Via Campesina na invasão do porto privativo da Aracruz Celulose, em Barra do Riacho, segunda-feira, no Espírito Santo. De acordo coma empresa, que ainda calcula os prejuízos exatos, durante meia hora de ocupação as invasoras destruíram quase 2 mil toneladas de celulose e impediram o funcionamento do porto, que também atende à empresa Cenibra.

Até ontem, esse era o maior prejuízo contabilizado por empresas, ruralistas e órgãos do governo em decorrência da série de invasões que atingiu 8 Estados e o Distrito Federal. Em Barra Bonita, interior de São Paulo, o grupo Cosan estimava em R$ 6,4 mil os prejuízos causados com a derrubada de uma parte do canavial de uma de suas fazendas - que continuava ocupada até ontem à noite por cerca de 600 mulheres.

Enquanto os prejuízos eram contabilizados, a Via Campesina dava prosseguimento à jornada de lutas contra o agronegócio, prevista para durar uma semana. No Rio Grande do Sul, assentados foram mobilizados para derrubar árvores plantadas numa área da Votorantim Celulose e Papel, em Candiota. Ao mesmo tempo, cerca de 400 mulheres marcharam pelas ruas da capital gaúcha pedindo a suspensão dos incentivos dados com recursos públicos às indústrias de celulose.

Na segunda-feira, a Votorantim já havia enfrentado a invasão de outra área. Ontem a empresa ainda tentava calcular os prejuízos causados pela derrubada de 1,6 mil árvores naquela ação.

Fonte: O Estado de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online