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Retração
atrasa benefícios para "nova" Aracruz
09/03/2009 - A consolidação da Aracruz pela Votorantim
Celulose e Papel (VCP) irá trazer benefícios para
as empresas apenas em médio prazo, de imediato a aquisição
da fatia de 28% que estava nas mãos dos Safra não
trará nenhuma mudança para o mercado de celulose de
fibra curta. O motivo é a retração econômica
mundial que tem reflexo no consumo de papel e, consequentemente,
de celulose. Em médio prazo, porém, a nova empresa
que será formada terá a capacidade de direcionar preços
da commodity no mercado mundial.
Essa
é a avaliação do analista do setor de Papel
e Celulose da Tendências Consultoria, Bruno Rezende. Ele disse
que neste momento as organizações terão de
conviver com um cenário externo complicado cujo preço
médio será de US$ 600 por tonelada para 2009. "Em
geral, o País mais relevante em uma commodity é o
formador de preço e tem a capacidade de impor ao mercado
internacional seu poder para a formação de preços",
resumiu o analista da Tendências.
Acordo
Quarenta e cinco dias foi o tempo que a família Safra demorou
para avaliar o negócio proposto pela VCP em janeiro, de comprar
por R$ 2,7 bilhões sua parte de 28,03% da Aracruz, a maior
empresa de celulose de fibra curta do mundo.
A decisão
era esperada pelo mercado, pois, para analistas, a proposta era
vantajosa se se considerar o valor de mercado da empresa, que passou
por uma perda de mais de US$ 2 bilhões em função
de operações com derivativos. "Essa decisão
era esperada, pois é a mais sábia, em função
do valor oferecido", disse Luís Broad, da Ágora
Corretora. Para o analista, a demora ocorreu, mas foi em favor da
decisão mais coerente.
Para
o analista de Papel e Celulose do Banco Geração Futuro,
Felipe Ruppenthal, a demora entre o recebimento da oferta da VCP
e a decisão da Arainvest pode ser explicada pela necessidade
de realizar uma análise mais detalhada dos termos de pagamento
propostos.
Agora,
o próximo passo da VCP é estender o tag along a acionistas
minoritários da Aracruz, que deverão optar entre aceitar
a oferta de R$ 14,56 por ação ou trocar os papéis
da Aracruz pelos da empresa do Grupo Votorantim. Na opinião
de Ruppenthal, o melhor negócio é a venda, quem optar
por ficar com as ações da VCP poderá perder
R$ 10,00 por ação.
Para
os analistas, a posição da VCP no mercado mundial
fica mais confortável: embora não seja suficiente
para influenciar o preço da commodity, ganha poder de barganha
com seus fornecedores.
Fonte:
DCI. Adaptado por Celulose Online
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