Atividade industrial sobe 6,2% em janeiro

04/03/2009 - A atividade industrial paulista melhorou em janeiro, apesar dos efeitos da crise mundial, informou ontem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O Indicador de Nível de Atividade (INA) subiu 6,2% em janeiro, frente dezembro, quando houve retração de 13,1% (dado revisado), já considerando os ajustes sazonais. Sem considerar o ajuste sazonal, o INA avançou 0,9% na mesma comparação.

Apesar do resultado positivo de janeiro em relação ao mês anterior, a atividade da indústria apresentou queda de 15,7% em relação a janeiro de 2008. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 2,2%.

Segundo a Fiesp, as vendas reais registraram retração de 14% em janeiro face dezembro, sem considerar a sazonalidade. Na comparação com janeiro de 2008, as vendas recuaram 5,7%.

O resultado registrado do início do ano acontece depois de um período de forte retração da indústria paulista. O desempenho positivo de janeiro sobre o mês anterior ocorreu depois de o setor acumular a uma perda de 20% na atividade industrial no período de outubro e dezembro de 2008, segundo dados da Fiesp.

Em janeiro, entre os segmentos industriais avaliados pela entidade, a maior baixa da atividade ficou com a indústria de metalurgia básica, que desabou 6,2% sobre dezembro, com ajuste, e 38,7% ano a ano.

Do lado positivo, destacaram-se os crescimentos da atividade de Minerais não metálicos e Máquinas e equipamentos. O uso da capacidade instalada na indústria do estado, considerando os dados sem ajuste sazonal, totalizou 76,6% em janeiro, ante 75,9% em dezembro e 81,4% em igual mês de 2008.

A melhora da atividade industrial paulista em janeiro, expressa na primeira leitura mensal positiva desde setembro, sinaliza que o pior ficou para trás. Este resultado, no entanto. ainda não sugere uma recuperação do setor industrial já que boa parte do crescimento deve-se à comparação com um período no qual o desempenho foi muito fraco.

Essa avaliação foi reforçada por um índice sobre o humor do empresário industrial, que melhorou ligeiramente em fevereiro, mas ainda segue em níveis baixos, o que mantém as perspectivas negativas em relação ao emprego.

Cenário pessimista
De acordo com a pesquisa Sensor, da Fiesp, que mede o humor dos industriais, ficou estável passando para 42,3 pontos na segunda quinzena de fevereiro ante 42,4 pontos na primeira. Uma leitura abaixo de 50 indica pessimismo.

O componente de mercado apresentou melhora, alcançando 49,9 pontos, mas os de emprego e investimento deterioraram-se, passando para, respectivamente, 41,7 e 42,8 pontos, ante leituras de 44,0 e 47,0 na primeira quinzena.

Fonte: Gazeta Mercantil/Investnews com Reuters. Adaptado por Celulose Online