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Fundos
investem em florestas no Brasil
04/03/2009 - Com grande oferta de área disponível
e condições climáticas favoráveis, o
Brasil tem despertado o interesse de fundos estrangeiros que investem
na plantação de florestas com fins comerciais, conhecidos
como Timos (Timber Investment Management Organization). Esse tipo
de investimento começou a se desenvolver na metade da década
de 80 nos Estados Unidos e está despertando a atenção
de gestores locais.
A Claritas
Investimentos lançou em janeiro o Fundo de Investimento em
Participação (FIP) Floresta do Brasil, de R$ 101,8
milhões, com foco na venda de madeira para o mercado de celulose,
energia e ferraria. Segundo o gestor e corresponsável pelos
projetos florestais da Claritas, Marcelo Sales, os investimentos
serão realizados por meio da Corus Agroflorestal. Cerca de
25% desses recursos foram captados com investidores estrangeiros.
Nos
últimos anos, grandes gestores têm realizado negócios
no País, seja pela parceria com um sócio local ou
investimentos diretos na plantação de florestas. Um
dos primeiros a chegar foi a Global Forest Partners (GFP), que adquiriu
em 2001 as florestas da antiga Pisa no Paraná. Outros grandes
Timos também já mantêm negócios no Brasil.
É
o caso da gestora norte-americana Hancock Timber Resources Group
(HTRG), considerado o maior Timo do mundo, com US$ 8,5 bilhões
de ativos sob gestão, que chegou no País em 2005 e
é proprietária de 20 mil hectares de florestas de
pínus no Paraná. O RMK Timberland Group, com cerca
de US$ 1 bilhão sob gestão, também tem negócios
nos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Com US$ 2,5 bilhões
de ativos sob gestão, o Phaunos Timber Fund deve investir
US$ 150 milhões no Brasil até o final deste ano, em
parceria com a gestora local Nemus.
Fonte:
Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online
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