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Amazônia
perde 754 km quadrados com desmatamento
04/03/2009 - Entre novembro de 2008 e janeiro de 2009, a Amazônia
perdeu 754 quilômetros quadrados de florestas, o equivalente
à metade do município de São Paulo. E a devastação
pode ter sido ainda maior, pois a alta cobertura de nuvens na região
dificultou a visualização dos satélites. As
informações fazem parte de relatório do Sistema
de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter)
e foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe).
Na
comparação com o mesmo trimestre (novembro-janeiro)
do período anterior (2007/2008), quando o Inpe registrou
2.527 quilômetros quadrados de desmatamento, houve queda de
70,2%, como adiantou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. No
entanto, esse período havia sido atípico, o que levou
inclusive ao desencadeamento da Operação Arco de Fogo,
da Polícia Federal e do Instituto Nacional do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Normalmente,
os números do Deter são divulgados mensalmente, mas,
por causa do chamado "inverno amazônico", o Inpe
preferiu reunir os dados em uma base trimestral "para assegurar
melhor amostragem e melhor representatividade espacial das análises",
de acordo com o relatório do instituto. Em novembro de 2008,
o Deter registrou 355 quilômetros quadrados de desmatamento;
em dezembro, 177 quilômetros quadrados; e em janeiro, 222
quilômetros quadrados.
No
acumulado do trimestre, Pará manteve a liderança entre
os estados desmatadores, com 318,7 quilômetros quadrados de
floresta derrubados (42% do total registrado). Mato Grosso aparece
em seguida, com 272 quilômetros quadrados (36%), seguido pelo
Maranhão, onde 88,4 quilômetros quadrados foram desmatados
(11%). Rondônia, que sempre aparece entre os estados que mais
desmatam, derrubou 58,12 quilômetros quadrados de floresta,
7% do total verificado no período.
De
acordo com o Inpe, em Mato Grosso e no Pará a cobertura de
nuvens no período foi menor, o que possibilitou monitoramento
mais qualificado do que em outros estados. A cobertura de nuvens
na região chegou a impedir a visualização de
86% da Amazônia Legal no período. "Alguns estados
como Acre, Amazonas, Amapá e Roraima praticamente não
foram monitorados devido à alta proporção de
cobertura de nuvens no período. Dessa forma, os resultados
obtidos nessa avaliação são mais representativos
para os estados de Mato Grosso e Pará", aponta o relatório.
O Deter
mapeia corte raso (derrubada total) e áreas em processo de
desmatamento, a chamada degradação progressiva. O
sistema serve de alerta para as ações de fiscalização
e controle dos órgãos ambientais. As informações
são da Agência Brasil.
Fonte:
Celulose Online
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