FGV aponta para indício de recuo da produção

03/03/2009 - A queda do Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste sazonal, de 78% em janeiro para 77,5% em fevereiro, é mais um indício de que a produção da indústria recuou neste período. "O indicador poderia considerar que a produção está caindo", avaliou o coordenador da pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo.

O nível do Nuci registrado em fevereiro foi, pela segunda vez consecutiva, o menor da série histórica disponível para esse tipo de índice, iniciada em outubro de 2005. O recuo de fevereiro foi verificado em todos os setores da produção, mas foi mais pronunciado em bens de capital, com diminuição de 75,0 em janeiro para 73,4 em fevereiro.

O Nuci dos bens de consumo caiu de 78,3 em janeiro para 77,2 em fevereiro e o dos bens intermediários recuou de 78,3 para 77,0 na mesma base de comparação. Já o indicador dos materiais para construção apresentou recuo de 82,5 para 82,0, nível considerado elevado para o coordenador da pesquisa.

Crédito
A percepção da indústria sobre a disponibilidade de crédito continuou a piorar entre janeiro e fevereiro, conforme a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, da FGV. De acordo com o levantamento, subiu de 42% em janeiro para 54% em fevereiro o porcentual de empresas que avaliam que o grau de exigência para concessão de crédito é elevado. Já o porcentual de empresas que veem facilidade na obtenção de crédito oscilou de 2% para 3% na mesma base de comparação.

A questão sobre o grau de exigência para concessão de crédito foi incluída na Sondagem da FGV em julho de 2002 e foi apresentada trimestralmente até dezembro do ano passado. Com a deterioração do mercado de crédito internacional, desde dezembro a FGV passou a questionar as indústrias mensalmente sobre este item.

Fonte: Agência Estado. Adaptado por Celulose Online