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Indústria
reduz ritmo e derruba consumo
02/03/2009
- O consumo de energia na indústria brasileira caiu 14,9%
em janeiro deste ano sobre o mesmo mês do ano anterior, para
12,136 gigawatts-hora (GWh), segundo informou a Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e
Energia. No Estado de São Paulo, onde o setor industrial
responde por quase 40% da demanda total de eletricidade, o consumo
recuou 13,1% em janeiro deste ano sobre o mesmo mês do ano
passado, de acordo com a Secretaria de Energia e Saneamento paulista,
que atribui a queda à crise financeira mundial.
No
geral, o consumo nacional por eletricidade recuou 4,6% no primeiro
mês do ano, enquanto em São Paulo a queda no mesmo
período foi de 2,9%. "As variações indicam
uma redução da atividade industrial paulista como
efeito da crise econômica internacional", disse por meio
de nota Dilma Pena, secretária Estadual de Saneamento e Energia.
No
estado paulista, o segmento que mais apresentou queda na demanda
foi o automobilístico e, por consequência, toda a sua
cadeia produtiva. Segundo a EPE, a retração no consumo
industrial de eletricidade, observada a partir de outubro de 2008,
foi mais intensa no mercado livre de energia, que responde por mais
de 25% do consumo total de eletricidade do País. Entre outubro
de 2008 e janeiro de 2009, a demanda dos grandes consumidores que
integram o ambiente de livre contratação recuou 10,5%
em relação ao mesmo período do ano anterior.
Por
sua vez, as indústrias que compram energia no mercado cativo,
ou seja, das concessionárias de distribuição,
registraram crescimento de consumo de 3,4% entre outubro a janeiro.
Porém, esse percentual demonstra uma queda de ritmo em relação
ao período de janeiro a setembro de 2008, quando a taxa de
expansão girava em torno de 8%, explica a EPE.
Jean
Negri, coordenador da Secretaria de Energia e Saneamento de São
Paulo, estima que já em fevereiro o consumo de eletricidade
na indústria do Estado deve ter recuperação.
"Para o mês que vem esperamos uma recuperação
do consumo. Já temos um levantamento da demanda até
25 de fevereiro e os números são muito parecidos com
os do ano passado", comenta o especialista. Ele diz que a recuperação
que se dará na indústria reflete sobretudo o fim das
férias de janeiro.
Fonte:
Gazeta Mercantil. Adaptado por Celulose Online
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