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Empresas
criam holdings de serviços verdes
25/02/2009
- A expansão do mercado de tecnologias ambientais, como tratamento
de água, gestão de resíduos e controle de poluição
já provoca uma onda de consolidação no setor,
dentro e fora do Brasil. Com recursos próprios ou com a ajuda
de fundos de investimentos, empresas do ramo estão indo às
compras e criando holdings ambientais.
No
Brasil, o maior expoente dessa tendência é a Haztec,
empresa com sede no Rio de Janeiro. Criada há dez anos por
três recém-formados para atuar na prevenção
de vazamentos em postos de combustíveis, a companhia chamou
a atenção de investidores interessados no mercado
de infra-estrutura.
Em
2003, a Haztec teve o controle adquirido pelo Synthesis, grupo nacional
de private equity. O grande salto, no entanto, veio entre 2007 e
2008. Com investimentos feitos pelos fundos Infra Brasil, do Banco
Real, e FIP Multisetorial, do Bradesco BBI, a Haztec adquiriu seis
empresas em dois anos, cada uma com uma especialidade ambiental.
Assim, passou a atuar em cinco diferentes linhas de negócios.
Isso
permitiu um salto no faturamento, que passou de R$ 40 milhões
em 2006 para R$ 310 milhões em 2008. Para este ano, a expectativa
é chegar a R$ 420 milhões. "É um número
significativo para um mercado que praticamente inexistia há
dez anos", afirma Marcos Ferreira, presidente da Haztec. Segundo
ele, o grande motor desse mercado foi a Lei de Crimes Ambientais,
que passou a aplicar multas de até R$ 50 milhões para
empresas poluidoras. "As companhias passaram a perceber que
ter gestão ambiental gera uma sobra de caixa."
A última
aquisição do grupo Haztec, a NovaGerar, que opera
aterros sanitários e na venda de créditos de carbono
no mercado internacional, deve trazer uma nova oportunidade de negócios:
a produção de eletricidade a partir do biogás,
que resulta da decomposição do lixo.
Fora
do Brasil, a formação de holdings ambientais já
vem ocorrendo há alguns anos. Um exemplo é a alemã
Remondis, grupo familiar fundado em 1934 para atuar no transporte
de resíduos. Graças a parcerias público-privadas,
a empresa cresceu e seguiu comprando concorrentes. Hoje tem operações
em 25 países, nas áreas de água, reciclagem,
energia e pesquisa e desenvolvimento de novos materiais a partir
do lixo. Outra que percorreu trajetória semelhante é
a francesa Veolia, presente em 67 países, inclusive no Brasil,
com faturamento anual de 33 bilhões.
Expansão
O mercado de tecnologias ambientais movimentou cerca de US$ 5 bilhões
no Brasil no ano passado, e cresce a taxas de 5,4% ao ano. "Mesmo
no cenário de crise, o mercado ambiental tende a crescer.
As empresas são cobradas a reduzir a poluição
e com isso descobrem que é possível economizar",
afirma Thomas Kunze, da consultoria alemã Roland Berger.
Ele
prepara estudo detalhado sobre esse mercado no Brasil, que será
divulgado durante a Ecogerma, a maior feira do setor realizada no
País, em março. No mundo, o mercado de sustentabilidade
movimenta 1 trilhão e deve dobrar até 2020.
Fonte:
O Estado de SP. Adaptado por Celulose Online.
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