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Apenas
30% das empresas mantém ritmo de produção
19/02/2009 - Até de outubro de 2008, 72% das empresas do
setor de embalagens operavam em condições normais
de produção. Já em janeiro deste ano, o número
caiu para 29%, segundo apontou a Sondagem da Indústria de
Embalagem, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação
Getúlio Vargas (IBRE-FGV) a pedido da Associação
Brasileira de Embalagem (ABRE).
No
mesmo sentido, a demanda por embalagens manteve-se forte até
o terceiro trimestre do ano passado, mas com o aprofundamento da
crise mundial, a quantidade de empresas que acreditava na força
da demanda recuou para menos 60 pontos. Salomão Quadros,
coordenador de análises econômicas do IBRE-FGV, explica
que a situação é instável, "de
um mês para outro o cenário pode ser alterado, o que
temos é um retrato do momento".
A sondagem
mostrou ainda que as condições para a obtenção
de crédito apresentaram um agravamento acentuado entre o
quarto trimestre de 2008 e o mês passado. Quadros explica
que o setor de embalagens teve que fazer uma parada obrigatória
de produção, em virtude do cenário econômico
mundial. A utilização da capacidade instalada passou
de 87,6% em outubro de 2008, para 80,7% em janeiro deste ano. "A
demanda secou, não tinha crédito no mercado, logo
o setor não tinha outra alternativa", disse o economista.
Quadros
avalia que ao longo de 2009 é possível que a economia
brasileira apresente um descolamento moderado da economia mundial.
"Isso porque o Brasil ainda tem uma taxa de juros muito alta,
diferentemente de outras economias que estão com a taxa próxima
de zero, e pode utilizar dessa ferramenta para enfrentar a crise",
afirmou.
Segundo
o economista, de certa maneira, hoje o País se favorece de
algo que era considerado errado no passado, uma vez que a política
monetária e fiscal compensam o choque externo. Além
disso, Quadros aponta que não há vulnerabilidades
primárias, como crises bancária e imobiliária,
na economia brasileira.
Contando
com esse cenário mais favorável, o economista aposta
que a produção de embalagens em 2009 permanecerá
no mesmo nível de 2008, considerado um crescimento do Produto
Interno Bruto (PIB) de 2,5%. O setor de embalagens ainda tem um
ponto a seu favor: a queda dos preços da matéria-prima,
que contribui para a redução dos custos de produção.
Fonte:
InvestNews. Adaptado por Celulose Online
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