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Celulose
lidera exportações na Bahia
12/02/2009
- A Bahia conseguiu fechar a balança comercial de janeiro
um superávit de US$ 178,6 milhões. No mês, as
exportações somaram US$ 392,1 milhões e as
importações US$ 213,5 milhões. As vendas externas
foram lideradas pela celulose, com US$ 129,4 milhões e incremento
de 33,3%. Além da celulose tiveram resultado positivo as
vendas de soja (US$ 35,5 milhões e incremento de 124,3%)
e o algodão, com US$ 15,4 milhões e 44,4%. As importações
somaram US$ 213,5 milhões no mês.
Em
relação ao mês de janeiro de 2008, a balança
comercial teve uma queda de 18% . O resultado das exportações
no primeiro mês de 2009 também apontam uma queda de
46,6% em relação a janeiro de 2008, e de 17,2% frente
a dezembro.
Os
dados foram divulgados ontem pelo Promo-Centro Internacional de
Negócios da Bahia, vinculado à Secretaria da Indústria,
Comércio e Mineração.
Além
da queda no volume exportado em 28,2% - resultado da demanda menor
por conta da crise -, a redução média dos preços
dos produtos exportados pelo estado foi de 25,6% em comparação
a janeiro do ano passado, fruto da maior concorrência que
fez com que diversos países comercializassem seus produtos
desovando sua produção a preços muito baixos,
deixando o produto baiano menos competitivo lá fora.
"A
queda nas vendas externas da Bahia em janeiro reflete a menor procura
por produtos no mercado internacional e a forte queda nos preços
das commodities, efeitos da recessão nos países mais
ricos e da desaceleração dos emergentes, como a China",
explica o superintendente do Promo, Ricardo Saback.
O estado
vendeu menos a todos os seus destinos de exportação.
Dentre os principais mercados, a maior queda nas vendas foi para
os EUA. Principal parceiro comercial da Bahia, o país comprou
74,3% a menos do país em janeiro (US$ 54,5 milhões)
em relação ao mesmo mês de 2008. A UE, que como
bloco econômico, lidera o destino das vendas externas baianas,
registrou queda de 28,3%, além da China (-12,5%) e Argentina
(-50,8%).
Dentre
os produtos que tiveram queda, automóveis, registraram a
maior variação negativa (-94,8%), seguidos dos petroquímicos
com -62,1%. "Os números apresentados realmente são
impactantes, porém são reflexo de um momento agudo
da crise, que não é baiana e sim mundial. Hoje, grande
parte das nossas exportações é feita para os
Estados Unidos e países da Europa e como principais produtos
exportados estão também baseados em commodities, ao
serem atingidos pela crise, estes países influenciam diretamente
nos resultados do comércio exterior baiano", afirma
Rafael Amoedo, secretário da Indústria, Comércio
e Mineração.
As
importações também declinaram em janeiro, atingindo
US$ 213,5 milhões, ou 58,7% abaixo de janeiro de 2008. Compras
substancialmente menores de minério de cobre, automóveis,
nafta, trigo e componentes para indústria de informática
determinaram o fraco desempenho no mês, que terminou com uma
quantidade 47% inferior a janeiro de 2008.
Os
preços de importação também recuaram
por conta da turbulência internacional, mas em menor intensidade
que as exportações, por conta da natureza da pauta
comercial da Bahia, que importa majoritariamente industrializados
e exporta commodities. Entre o pico de julho e dezembro, os preços
de importação caíram 13,9%, enquanto que em
janeiro a redução foi ainda maior: 21,9% comparado
a igual mês do ano anterior.
Fonte: Jornal da Mídia. Adaptado por Celulose Online
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