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Papel
sintético gera polêmica no setor
12/02/2009
- O papel sintético desenvolvido por pesquisadores da Universidade
Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São
Paulo, gerou polêmica dentro do setor de papel e celulose,
devido à divulgação equivocada de que cada
tonelada do produto evita a derrubada de 30 árvores.
"Para
ser bem objetivo, o material divulgado não é papel.
Trata-se de uma lâmina de plástico, porque papel é
feito a partir de fibra de celulose", enfatiza Afonso Moura,
gerente técnico da Associação Brasileira Técnica
de Celulose e Papel (ABTCP).
Quanto
ao apelo de sustentabilidade, Moura explica que o material contribui
com o meio ambiente, uma vez que o plástico demora 400 anos
para se decompor e o produto proposto utiliza plástico reciclado
em sua composição. "Mas isso não significa
que serão cortadas menos árvores", afirma Moura.
O setor
de papel e celulose não utiliza florestas nativas para a
produção de sua matéria-prima. "A produção
de celulose passou a ser uma atividade agrícola, na qual
se semeia a planta para posterior colheita e processamento da celulose",
esclarece Moura.
De
acordo com o gerente técnico, esse tipo de produto já
existe, como nos rótulos de garrafas pet, por exemplo. Mas,
"o trabalho demonstra que foi realizado um processo de aperfeiçoamento
desse tipo de material, para que houvesse melhor aceitação
da escrita e que fosse possível a aplicação
em outros tipos de impressão", disse.
Fonte:
InvestNews. Adaptado por Celulose Online
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