UBS critica negócio entre VCP e Aracruz

11/02/2009 - Com o objetivo de incorporar em seu modelo de análise os detalhes sobre a aquisição de participação na Aracruz (ARCZ6) pela VCP (VCPA4) e o cenário de preços baixos e fraca demanda no mercado de celulose, o banco de investimentos suíço UBS publicou relatório atualizando as estimativas para as duas companhias.

Na visão dos analistas do banco, mesmo a proposta revisada da VCP para adquirir a Aracruz não necessariamente irá criar valor para os acionistas minoritários. Deste modo, o banco reiterou sua recomendação de venda para os papéis das duas companhias, acreditando que a companhia resultante desta operação ainda irá enfrentar tempos difíceis em 2009 e 2010.

As projeções do banco apontam para um fraco fluxo de caixa diante da constante queda nos preços da celulose e do enfraquecimento da demanda no segmento. Os analistas acreditam ainda que "excessiva alavancagem" (de seis vezes a geração operacional de caixa) está prejudicando a capacidade de investir da empresa.

Governança corporativa desaponta
O UBS também se mostrou desapontado com o nível de comunicação de ambas as empresas. "Embora compreendamos que a Aracruz teve problemas sérios para resolver suas perdas com derivativos, ela concentrou-se mais em seus credores do que em seus acionistas minoritários, desde quando os problemas surgiram no final de setembro".

Nesta mesma linha, a VCP está partilhando os custos da operação com os acionistas minoritários, mas não necessariamente os benefícios.

Quanto ao setor como um todo, os analistas mantiveram a visão pessimista. O UBS recomenda exposição aos papéis da Suzano (SUZB5), devido ao seu valuation "barato". No setor de matérias-primas, porém, a sugestão é aumentar a exposição à Vale (VALE5, VALE3).

Fonte: Investnews. Adaptado por Celulose Online