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Para
CNI, País pode ter recessão
04/02/2009
- A força do impacto da crise econômica na atividade
industrial no último trimestre surpreendeu a Confederação
Nacional da Indústria (CNI). O presidente da entidade, Armando
Monteiro Neto, admitiu que o ajuste no setor está sendo "mais
forte do que era imaginado". A CNI não descarta a hipótese
de a economia brasileira entrar, tecnicamente, em recessão
até o fim do primeiro trimestre.
A CNI
divulgou ontem que a quantidade de horas trabalhadas na produção
caiu 8% em dezembro na comparação com novembro, feito
o ajuste sazonal.Trata-se da maior retração na comparação
mensal deste indicador desde 2003, quando foi iniciada a atual série
histórica.
Para
evitar que a crise se agrave, o presidente da CNI defende que o
Banco Central dê mais agilidade às decisões
relativas à taxa básica de juros. Para ele, há
espaço, ainda no primeiro semestre, para que a Selic, hoje
em 12,75%, caia para menos de 10%. "O BC está dançando
em um ritmo diferente do da economia. Precisa ser mais ágil",
afirmou Monteiro Neto.
Para
ele, a indústria deve continuar a trajetória de desaceleração
no primeiro trimestre, mas em ritmo mais suave do que o verificado
nos últimos três meses de 2008. "Não imaginamos
que o tombo do quarto trimestre se repita no primeiro trimestre
de 2009". Assim, a atividade da indústria deve se estabilizar
e começar a mostrar alguma recuperação no segundo
trimestre.
Fonte:
O Estado de S. Paulo. Adaptado por Celulose Online
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