Atividade industrial sofre desaceleração, diz CNI

04/02/2009 - Os efeitos da crise mundial na economia brasileira começam a se mostrar mais intensos do que se esperava. Segundo a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) referente ao quarto trimestre de 2008, divulgada ontem, a atividade industrial brasileira mostrou amplo enfraquecimento na comparação com o trimestre anterior.

De acordo com a confederação, as horas trabalhadas na produção recuaram 8,0% em dezembro, na comparação com o mês anterior, em termos dessazonalizados. Com base no mesmo critério, a utilização da capacidade instalada caiu de 81,4% para 80,2%. O recuo de 1,2 ponto percentual foi o maior desde a criação da nova série, iniciada em 2003.

Emprego, massa salarial e faturamento real
Já o indicador de emprego registrou a segunda queda consecutiva, de 0,5% em termos dessazonalizados, confirmando a interrupção da trajetória de crescimento, que se iniciou em 2005.

Por sua vez, a massa salarial apontou queda de 0,2% na comparação com dezembro de 2007. "Como a série é curta, não é possível retirar o efeito sazonal", explicaram os economistas da CNI.

O índice de faturamento real, diferentemente dos demais indicadores, após o ajuste sazonal, registrou crescimento de 1,4% no confronto com o mês anterior. "O aumento aparenta ser um efeito de acomodação da queda de dois dígitos em novembro", segundo a CNI.

Saldo foi positivo em 2008
No último trimestre do ano passado, o faturamento caiu 10,4%. Contudo, apesar da retração do quarto trimestre, o desempenho da indústria em 2008 permaneceu positivo. Faturamento real, horas trabalhadas na produção e emprego registraram o maior crescimento anual dos últimos cinco anos.

Os indicadores acumulados de 2008 apresentaram taxa de crescimento na comparação com igual período do ano anterior de 5,7%, 4,8%, e 4,0%, respectivamente. A utilização da capacidade instalada média do ano também cresceu entre 2007 e 2008, de 82,4% para 82,7%.

Fonte: InfoMoney. Adaptado por Celulose Online