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Cientistas
viabilizam papel eletrônico
04/02/2009
- Cientistas sul-coreanos desenvolvem método mais eficiente
para a produção de folhas de grafeno, material que
poderá servir de base para os eletrônicos do futuro.
O grafeno
é o material do futuro. Pelo menos para diversos centros
de pesquisa espalhados pelo mundo que, desde 2004, quando foi isolado
pelo grupo de Andre Geim, da Universidade de Manchester, têm
estudado as propriedades e aplicações dessa nova forma
de carbono.
O grafeno
é considerado o mais forte de todos os materiais já
medido pelo homem. Por suas características insólitas
(reduzida espessura, por exemplo) e propriedades notáveis
(alta condução de eletricidade), ele tem sido cotado,
entre outras coisas, como possível sucessor do silício
na fabricação de chips de computador ou como o material
de base para a nova geração de dispositivos eletrônicos.
Por
formar folhas resistentes e capazes de serem dobradas sem danos
- por conta do arranjo de átomos de carbono em uma estrutura
que lembra o de uma colméia -, uma das principais aplicações
potenciais do grafeno está na fabricação de
aparelhos eletrônicos flexíveis.
Mas
os dispositivos eletrônicos à base de grafeno desenvolvidos
até o momento foram feitos de peças minúsculas
(na escala dos micrômetros) e a partir de um método
pouco eficiente que envolve "descascar" camadas de um
substrato de grafite.
Deposição
de vapor químico
Agora, um grupo de cientistas da Coreia do Sul descreve um método
alternativo e mais versátil para produzir filmes de grafeno
com excelentes propriedades eletrônicas.
Os
filmes são flexíveis e podem ser construídos
em tamanhos relativamente grandes, de vários centímetros
de área. No estudo, Byung Lee Hong, da Universidade Sungkyunkwan,
e colegas aperfeiçoaram um processo conhecido como deposição
de vapor químico, no qual uma mistura gasosa de hidrocarbonetos
circula sobre folhas de níquel aquecidas e se quebra em átomos
de carbono.
Os
átomos, por sua vez, rearranjam-se na forma de grafeno. Ao
esfriar rapidamente o substrato, são formados filmes com
apenas algumas camadas de espessura. Esses filmes ultrafinos são
transparentes e contam com alta condutividade elétrica, semelhantes
aos obtidos pelo processo mecânico de obtenção
de grafeno, até então o único existente.
A principal
promessa da novidade está no desenvolvimento de eletrodos
flexíveis, transparentes e que ocupam grandes áreas.
Um exemplo, segundo os pesquisadores, está em telas eletrônicas,
para uso em publicações como revistas ou jornais,
em substituição ao papel.
Fonte:
Agência Fapesp. Adaptado por Celulose Online
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