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Projeto
coloca Brasil à frente em pesquisas
03/09/2009
- Referência mundial por suas práticas de manejo florestal,
o Brasil utiliza exclusivamente florestas plantadas de pínus
e eucalipto para produção de celulose e papel. Prova
disso é o Projeto Genolyptus que fez o Brasil sair na frente
no que diz respeito ao sequencimento do genoma do eucalipto.
Esse
trabalho permitiu sequenciar a parte expressa do genoma, gerar uma
série de recursos genômicos e montar uma rede experimental
de campo que tem hoje enorme valor agregado pela sua ampla diversidade
nas características silviculturais e de qualidade da madeira
e pela conexão experimental com os trabalhos genômicos.
O coordenador
do Projeto Genolyptus e pesquisador da Embrapa, Dario Grattapaglia,
falou em entrevista exclusiva ao Florestar São Paulo sobre
a etapa final do projeto, que será concluída nos próximos
meses, e comentou sobre os reflexos para a produção
florestal dos desdobramentos do projeto.
Segundo
ele, agora estão em fase final de desenvolvimento novos modelos
de calibração e metodologias de mensuração
indireta da qualidade da madeira, que representam um avanço
significativo no processo em termos qualitativos e quantitativos
e estão sendo testados nos campos experimentais do Projeto
Genolyptus.
E a
discussão mundial sobre mudanças climáticas
também coloca as florestas plantadas em posição
de destaque, visto que são fontes de energia limpa e renovável
e seqüestram grandes volumes de gás carbônico
da atmosfera. Nessas áreas, as empresas que investiram no
projeto também têm à disposição
material para acelerar seus programas de melhoramento genético.
Na
avaliação do pesquisador da Embrapa, o setor florestal
brasileiro tem altíssima qualificação e grande
capacidade de inovação e o investimento das empresas
privadas na pesquisa florestal tem sido determinante para o país
alcançar a posição de destaque que ocupa hoje
no mercado mundial de celulose. "As empresas têm isso
muito claro. O investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento
é estratégico e é fundamental para não
perder espaço no cenário global, mesmo nos momentos
de crise econômica", diz ele.
Dario
Grattapaglia também é um dos coordenadores do projeto
internacional da rede Eucagen (Eucalyptus Genome Network - www.eucagen.org),
que vai seqüenciar os 630 milhões de bases do genoma
do eucalipto, e é financiado pelo Joint Genome Institute,
laboratório do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
As informações são da Florestar São
Paulo.
Fonte: Celulose Online
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