Capacidade instalada da indústria recua

01/02/2009 - O Nuci (Nível de Utilização de Capacidade Instalada) recuou em janeiro ao menor nível em 15 anos, apontou a Sondagem da Indústria de Transformação da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O indicador caiu neste mês para 78%, 1,9 ponto percentual menor do que em dezembro do ano passado. É o ponto mais baixo desde outubro de 1993, quando ficou em 77%. "A queda foi muito forte e rápida", disse o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloisio Campelo Junior, se referindo aos altos níveis de utilização da capacidade instalada vistas a partir do segundo semestre de 2007 até meados do ano passado, quando estourou no país a crise financeira global.

A queda foi especialmente forte, explica o economista, porque somou os efeitos não só da queda da demanda como também do aumento da capacidade de produção pelas indústrias brasileiras.

"Talvez o nível de produção até tenha ficado estável, mas subiu a capacidade. Vários investimentos que se iniciaram na época do Nuci mais alto estão se maturando agora", disse Campelo. "Agora temos uma redução do investimento, mas tem muita coisa que já estava contratada."

Três setores, segundo o economista, se destacaram na queda da utilização da capacidade instalada: metalurgia, mecânica e material de transporte (veículos e autopeças). "Eles responderam por cerca de 80% da queda do Nuci no quarto trimestre do ano passado. E continuaram a cair em janeiro, com exceção para material de transporte, talvez porque deram férias coletivas em dezembro ou porque sentem os efeitos da redução do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados]", explicou.

Fonte: Folha Online. Adaptado por Celulose Online