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Crise
pode gerar 50 milhões de desempregados
29/01/2009
- A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou
um relatório no qual prevê um forte crescimento do
desemprego e da pobreza em 2009, decorrente da atual crise mundial.
Segundo o documento, o número de desempregados deve aumentar
entre 18 e 30 milhões neste ano, podendo chegar a 50 milhões
com o agravamento da situação econômica.
A OIT
divulgou uma projeção de 2,4 milhões desempregados
na América Latina por conta da crise mundial em 2009. No
cenário mais pessimista, 200 milhões de trabalhadores
no mundo passarão aos níveis de pobreza extrema. A
taxa mundial de desemprego pode subir de 5,7%, em 2007, para 6,1%
neste ano.
"A
mensagem da OIT é realista, e não alarmista. Enfrentamos
uma crise de emprego de alcance mundial. Muitos governos são
conscientes da situação e estão tomando medidas,
mas é necessário empreender ações mais
enérgicas coordenadas para evitar uma recessão mundial",
disse o diretor geral da OIT, Juan Somavia, no comunicado oficial
sobre o relatório.
As
medidas propostas pela OIT são o aumento do seguro desemprego
nos países, investimentos em infra-estrutura, apoio a pequenas
empresas e maior coordenação de políticas entre
os setores público e privado.
Segundo
o relatório da OIT, o agravamento da crise em 2008 já
pode ter gerado 30 milhões de desempregados a mais no mundo.
Os problemas mais graves estão no norte da África
e no Oriente Médio, que têm respectivamente taxas de
desemprego de 10,3% e 9,4%. A América Latina tem um índice
de 7,3%, abaixo dos 8,8% da União Européia e dos 7,3%
da África subsariana.
O maior
impacto da crise mundial foi sentido nos países mais desenvolvidos,
onde 3,5 milhões de pessoas perderam seus empregos. As informações
são da Agência Brasil.
Fonte:
InvestNews. Adaptado por Celulose Online.
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