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Cenibra
amplia parada para reduzir estoques
04/12/2008 - A Celulose Nipo-Brasileira S/A (Cenibra), instalada
no município de Belo Oriente, na região do Rio Doce,
irá reduzir a produção no próximo mês
A informação é do presidente da companhia,
Fernando Henrique da Fonseca. A empresa deverá ampliar a
parada de manutenção de seus equipamentos.
Conforme
Fonseca, a paralisação das linhas de produção
da indústria ocorre tradicionalmente em janeiro. A parada
que ocorre em uma semana passará para cerca de 10 dias em
2009. Ele não informou qual será o impacto na produção
anual da Cenibra.
Segundo
o executivo, as paralisações poderão ser alternadas
para aproveitar os funcionários das linhas que estarão
paradas para a manutenção. Conforme ele, deverão
ser concedidas férias coletivas para parte dos 1,5 mil trabalhadores,
que também são tradicionais no período.
Com
a retração da demanda por celulose no mercado internacional
as produtoras estão com os estoques elevados, segundo o presidente.
"Com este cenário, será necessário reduzir
os níveis de estocagem da indústria", afirmou.
Para
Fonseca a demanda por celulose deverá ser retomada nos próximos
meses. "Os estoques de clientes, que deixaram de comprar o
produto, estão em queda e será necessário comprar",
disse. Cerca de 90% da produção da Cenibra é
voltada para o comércio exterior.
Sem
liquidez - Mesmo com disponibilidade de crédito para
suas exportações, a falta de liquidez atinge a companhia.
Segundo o presidente, os prazos estão menores e as taxas
de juros estão elevadas.
Apesar
da retração na demanda, o preço da celulose
está estabilizado. "Não foram registradas novas
quedas", informou Fonseca. Entre outubro e novembro, os valores
negociados no mercado internacional caíram 18,7%. O produto
era vendido por US$ 800 a tonelada, e passou para US$ 650.
Mesmo
com o cenário negativo, a Cenibra irá manter o projeto
de aportes em Minas Gerais. A companhia deverá investir US$
2 bilhões entre 2008 e 2014. As inversões serão
para a construção da terceira linha de produção
em Belo Oriente e para o plantio de eucalipito.
Para
a base florestal serão aportados cerca de US$ 400 milhões,
segundo o presidente.
RAFAEL TOMAZ
Fonte:
Jornal Diário do Comércio
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