Condomínio do papel mantido
Já se encontra em andamento a construção de duas unidades fabris em Lagoa Santa

12/11/2008 - As obras para a instalação de 11 indústrias no Condomínio do Papel, localizado em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), devem ser mantidas mesmo com a crise financeira mundial. O investimento de R$ 45 milhões previsto será realizado e já está sendo colocado em prática com a construção de duas unidades fabris. A previsão é que, até o final do próximo ano, cinco empresas estejam em operação e em 2010 nove empreendimentos estejam concluídos.


Foram negociadas 208,5 mil toneladas, alta de 6,5% sobre
setembro e de 4,3% ante outubro de 2007

Apenas duas empresas que haviam comprado terrenos no local não devem transferir as operações para o condomínio, uma vez que passam por dificuldades financeiras. Os lotes devem ser vendidos para outros empresários, mas ainda não foram encontrados interessados. A expectativa é que até o início de 2009 a as empresas Embalaggio e Durapac estejam funcionando no local.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Celulose, Papel e Papelão no Estado de Minas Gerais (Sinpapel), Antônio Eduardo Baggio, apesar de grande parte do aporte ser proveniente de empréstimo, a expectativa é que a escassez de crédito não prejudique a construção das unidades. No entanto, ele ressaltou que, pelo fato de o condomínio estar localizado em área de preservação ambiental permanente, as operações obedecem algumas normas específicas.

Um exemplo disso é que as obras podem ser iniciadas apenas entre o início do ano e o mês de junho. Segundo Baggio, se os bancos passarem a segurar a liberação de recursos para aguardar uma maior definição da economia, as operações serão prejudicadas. "Temos grandes restrições para a realização das obras. Se o empréstimo for liberado depois de julho, não poderá ser utilizado e a empresa terá que esperar até o começo do próximo ano", disse.

Importações - Segundo ele, apesar da turbulência econômica, o momento atual é considerado positivo para os negócios das empresas de papel e papelão por causa da valorização do dólar frente ao real. Com a alteração no câmbio a tendência é que a entrada de produtos importados no Brasil seja reduzida, o que favorece o fortalecimento da indústria nacional que atende o mercado interno.

Na avaliação de Baggio, a instalação das empresas no condomínio será positiva, pois, independente do cenário, elas poderão operar com melhores condições de competitividade. Serão feitas compras em conjunto e haverá uma infra-estrutura em comum para todos os empreendimentos. As negociações para a instalação do projeto duraram cerca de três anos. As obras foram iniciadas em junho deste ano e a expectativa é que no local sejam gerados 1,5 mil empregos.

Fonte: Diário do Comércio